Publicado por: esporos em: Outubro 22, 2009
Sob – e sobre – a angústia do tempo, tenho vivido muitas experiências estéticas e intelectuais na arte, na poesia e na sala de aula. Acumulam-se idéias que gostaria de desenvolver e escrever enquanto tento não deixar que a velocidade do mundo rapte a intensidade e a presença “verdadeira” em tão múltiplas relações.
Para viver é preciso prestar atenção. Vou anotando em caderninhos e nas bordas dos livros as epifanias num desejo – insano – de reter a totalidade da experiência vivida.
Escrevo fragmentos de poemas. Aos poucos um livro nasce na sua forma corpórea. Outras idéias atropelam-se angustiadas e ansiosas à espera de sua realização. Peço calma. Eu não sou infinito. Mas o tempo é. E as idéias todas não pertencem a ninguém. Pertencem ao mundo todo.
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Saturno é, poeticamente, o planeta da melancolia.
Mas o meu amigo Marcos Cuzziol me propiciou uma nova visão deste “signo” que me remete à história de um pensamento, de um temperamento e da angústia do tempo que passa.
Imaginem ver uma primavera em Saturno:

From 20 degrees above the ring plane, Cassini's wide angle camera shot 75 exposures in succession for this mosaic showing Saturn, its rings, and a few of its moons a day and a half after exact Saturn equinox, when the sun's disk was exactly overhead at the planet's equator. The images were taken on Aug. 12, 2009, at a distance of approximately 847,000 km (526,000 mi) from Saturn. (NASA/JPL/Space Science Institute)
Clique na imagem e veja outras imagens impressionantes do Céu, das luas e dos anéis de Saturno.
Publicado por: esporos em: Agosto 24, 2009
“Foi em 1889 que Gauguin se afastou do impressionismo para criar algo menos naturalista, que chamou de sintetismo; e que Georges Seurat fez seu esboço pontilhista da Torre de Gustave Eiffel, enquanto os operários se esfalfavam para concluir esta estravagância de ferro para a Exposition Universelle. Esse foi o ano em que um desconhecido pintor holandês se internou voluntariamente no asilo de St. Paul, em Arles, onde retratou o banco de pedra e os cipestres dos jardins; o ano em que o jovem Henri Matisse, escrivão que nunca tinho posto o pé numa galeria de arte, matriculou-se num cruso de pintura em Saint Quentin natal. E foi em 1889 que Picasso, aos oito anos de idade, pintou o que se considera sua primeira obra: Le Picador. Algo quase mágico estava acontecendo na arte ocidental. Uma centelha de loucura, uma faísca de gênio estava no ar, alimentando discussões e controvérsias em Paris e Londres.”
Trecho de Eu fui Vermeer, de Frank Wynne (Cia. Das Letras, 2008). O livro conta a história de Han van Meegeren, nascido no referido ano de 1889 em Deventer, Holanda. O artista se notabilizou por suas falsificações de Vermeer, descobertas apenas quando precisou se defender de ter vendido um patrimônio holandês aos nazistas na 2a. Guerra Mundial.
Publicado por: esporos em: Agosto 11, 2009
“Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende”.
João Guimarães Rosa, Grande Sertão Veredas. APUD Márcio Suzuki, O gênio romântico (epígrafe).
Então pessoal: Tudo certo. Vamos assistir a esse filme amanhã, às 14 h, no Auditório 2. Depois um bate-papo para quem quiser comentar o filme.
Publicado por: esporos em: Junho 3, 2009
porco empalhado em engradado de madeira
83 x 159 x 62 cm
Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo/Brasil
Registro fotográfico Romulo Fialdini
Fonte: Enciclopédia das Artes
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O Instituto Itaú Cultural inaugurou no último dia 28 de maio a exposição “Ocupação“, com obras inéditas e quatro consideradas fundamentais na trajetória de Nelson Leirner, como “O Porco”, de 1966.
É uma oportunidade ótima para se confrontar com a experiência contemporânea da Arte desde seus gestos mais “pioneiros”. Particularmente, as obras de Leirner me fazem ter diante do badalado Damien Hirst a sensação de dejá-vù.
Há ainda muitas outras coisas que essas obras me fazem pensar. Quem sabe eu comento em outra hora…
Além da exposição, o Instituto fez um interessantíssimo hot-site com imagens da montagem de Ocupação, obras e entrevistas com artistas que foram seus ex-alunos na FAAP, onde Leirner lecionou por 20 anos.
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Exposição Ocupação Nelson Leirner
Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 – Paraíso – São Paulo SP [próximo à estação Brigadeiro do metrô]
quinta 28 de maio a domingo 28 de junho 2009
terça a sexta 10h às 21h
sábado domingo feriado 10h às 19h
entrada franca
informações 11 2168 1777
atendimento educativo
visitas espontâneas
grupos até 22 pessoas
duração aproximada 60 minutos
terça a domingo e feriado [diversos horários]
Publicado por: esporos em: Maio 25, 2009
Por:
Ao entrar na sala principal do MASP que, desde o dia 24 de Abril, cede espaço à retrospectiva da obra do artista plástico brasileiro Vik Muniz, o visitante vê-se induzido a sintonizar com o projeto estético-estilístico de caráter virtuoso e megalomaníaco de Vik – com as desculpas pelo uso desse adjetivo menor, a megalomania, retirado de um repertório concernente ao senso comum barato, mesmo que, por meio de um olhar mais apurado, seu uso justifique-se visto que quando se apela ao deslumbramento técnico a resposta imediata vem mais do arregalar dos olhos das massas e menos da leitura de um possível discurso poético-semântico, ou, poético-sintático.
Vik, ao longo de sua carreira cria uma extensa produção cujo princípio compositivo consiste em séries fotográficas de diversas assemblages (colagens e reunião de matérias primas diversas) feitas através de materiais que trazem, por sua vez, um segundo discurso quando contrastados ou aproximados ao conteúdo que exprimem ao serem fotografados, bidimencionalizados em sua nova forma.
“Quis criar imagens que permitissem ao observador leituras múltiplas e que ele se tornasse consciente de sua participação”. (Vik Muniz)
Tomemos como exemplo a série de retratos de pessoas negras que Vik confecciona utilizando-se do açúcar como matéria prima, discursando, assim, sobre a composição de nossa imagem, de nosso retrato, a partir daquilo que nós mesmos engendramos, visto que a produção dos descendentes das pessoas retratadas, período da escravidão, era majoritariamente o açúcar. Assim, Vik parece dizer que nossa imagem vem sendo mediada pelos produtos, ou pelas idéias, por nós, ou por nossos pares, concebidos com os olhos do mundo.
O discurso entre a matéria que constitui a figura e a figura por ela desenhada é retomada em diversas outras séries como quando Vik reproduz imagens bélicas à partir de soldadinhos de plástico, ou quando retrata personalidades predominantes na mídia e da elite social utilizando-se de diamantes e caviar. Outro exemplo, um dos mais impressionantes no quesito da virtuosidade, é a confecção de imagens de trabalhadores no lixão através dos objetos por eles mesmos recolhidos.
Utilizando-se destes objetos do universo de consumo para constituir suas montagens, em planos plongées absolutos, Vik incorpora o universo do Kitsch, tangenciando assim pontos análogos à proposta estético-estilística do tropicalismo, principalmente no que diz respeito às manifestações no campo do cinema e da música – afinal, tanto o disco “Tropicália ou Panis et Circencis”, quanto o filme “O Bandido da Luz Vermelha”, trazem essa mesma incorporação. Assim, em primeira análise, o discurso por sobre o material e a imagem por ele formada é interessante, porém, este perde sua complexidade quando comparado com dois dos movimentos mais revolucionários do âmbito artístico: o Dadaísmo e a Pop Art. Em uma brevíssima consideração podemos postar que o primeiro trouxe ao cenário artístico do início do século XX o choq, a quebra no olhar, na percepção e na própria idéia consagrada de objeto arte. Posteriormente, o Pop vem como que para institucionalizar o choq Dadá, educando o olhar popular para compreender suas colagens, seus objects trouvés e seus ready-mades como objeto arte e mais, utilizá-los como instrumento de celebração da cultura americana. Na sombra de tudo isso, Vik parece colocar-se como um artista anacrônico, cuja proposta dificilmente transcende uma interessante experiência estética, logo, alcunhado por alguns críticos contemporâneos como dentro do subgênero artístico denominado “Fun”.
Tomemos como exemplo sua série “Montinhos” na qual ele reúne diversos objetos de pequena dimensão que não possuem nenhum ponto de intersecção tanto na forma quanto na função. A obra parece, pois, ser uma releitura rasa, ao menos competentemente estetizada em belas reproduções a partir de fotografias em grande formato, das assemblages de Kurt Schwitters, no movimento dadaísta, e mesmo das de Richard Hamilton e Rauschemberg, no movimento Pop, nas quais a aproximação de objetos díspares parecia apresentar a idéia de que todos eles reunidos, colados antes nas assemblages, agora nos montinhos, tornam-se análogos devido a reificação no mundo da práxis mercantil. Mundo no qual o universal concreto, ou seja, em linhas gerais, tudo, é mercadoria.
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Um dos trabalhos apresentados na retrospectiva, porém, destaca-se profundamente ao apresentar uma reflexão semiótica não somente notável, mas também, demasiado poética. Em “Nuvens”, Vik Muniz, tirou uma série de fotografias em formato skyline da cidade de Nova York, onde mora desde 1983, nas quais o céu limpo apresentava apenas uma única nuvem, esta, porém, produzida pela fumaça de uma pequena aeronave. As nuvens representadas pelos rastros do piloto remetiam não às nuvens realistas, naturalmente amorfas, mas ao signo visual, convencionalmente institucionalizado no mundo da comunicação, da nuvem. Assim, o signo parece vir para substituir o próprio objeto que o criou. Vik recria, pois, um movimento muito típico da chamada Pós Modernidade caracterizada, dentre outros aspectos, pelo gradual caráter virtual do mundo sensível.
(nota: Vale postar que a constituição de imagens bidimensionais por meio da reunião de objetos tridimensionais confere à obra de Vik um caráter cinematográfico, tendo em vista que o procedimento de bidimencionalização do mundo em três dimensões configura-se presente em ambas. Isso é reforçado com as constantes referencias que o artista trás do principio compositivo cinematográfico, da matéria prima da imagem, tanto o grão do nitrato de prata da película, quanto os pixels do cinema digital).
Nota do blog: O site de Vik Muniz traz farto material sobre o artista, incluindo vídeos sobre o processo criativo de várias obras.
Confira especialmente no link Gallery, ano de 1996, o “documentário”
Worst Possible Illusion: The Curiosity Cabinet of Vik Muniz
Mixed Green Production (54 min.)
Director and Producer: Anne-Marie Russel
Publicado por: esporos em: Maio 20, 2009
Para ampliar o paradoxo do tempo:
Não é o tempo que me falta
Sou eu o tempo todo
tentando acomodar todas as minhas vontades:
Que não cabem, não sei, se dentro de mim
se dentro do tempo.
Há vontades que surgem como relâmpago,
Umas que passam e outras que passeiam,
As que dançam,
As que só se apresentam e vão embora.
Aquelas que voltam.
Um tanto que brigam.
Outro tanto que brincam.
Umas conversadeiras. Um tantinho bem acomodadas.
Um monte me pedindo atenção.
No meio dessa confusão
acaba de nascer mais uma:
Sigam
à vontade.
Publicado por: esporos em: Maio 4, 2009
A semana passada e ainda esta estamos discutindo na graduação o livro Mozart – Sociologia de um Gênio, de Norbert Elias.
João Rizek, que é aluno de Cinema, um músico que já tive a oportunidade de ouvir e já passou pela disciplina de Estética, escreveu respondendo a um pedido meu sobre o tema que intitula esse post: Mozart e a construção da autonomia. Confiram logo mais abaixo sua generosa e inspiradora contribuição. Eu espero que o esporos continue recebendo sua colaboração!
João mantem o blog Improviso Seletivo em que expressa suas opiniões musicais, e que a partir de hoje está linkado no “Dizem por aí”.
Chega de mais conversa: vamos “ouvir” o João:
“Mozart é, entre os compositores do classicismo vienense, o que mais se afasta do ideal estabelecido de classicidade, atingindo assim um ideal superior que se poderia chamar autenticidade.” Este fragmento escrito por Theodor Adorno, inserido no complemento de aforismos à obra maior do filósofo, Teoria Estética, nos mostra, para além de sua admiração em Mozart, sua crença na autonomia da arte. Autonomia que se estabelece por colocar o artista, no caso o músico, em um patamar superior àquele orientado pelas regras vigentes.
Wolgang Amadeus Mozart (1756-1791) foi, junto de Joseph Haydn(1732-1809), um dos pilares do classicismo. Breve movimento musical (1750-1810 aproximadamente) que viu surgir os mais célebres formatos, quarteto de cordas e a sinfonia entre eles. Sua chave se estabelece em uma recusa às sonoridades pesadas e afirmativas do Barroco, seu estilo é mais leve, sua tessitura mais simples. O classicismo é a afirmação definitiva da chamada música absoluta, ou seja, música sem referências externas a ela mesma; movimento que já vinha crescendo desde o Renascimento. Com a consolidação do formato instrumental, a música não está mais subordinada à palavra, a melodia se torna livre do caráter limitador da palavra, seu caráter abstrato passa a imperar.
Um bom e conhecido exemplo da noção de autonomia na obra de Mozart é sua sinfonia número 40 em sol menor K. 550. Nela, o primeiro tema do primeiro movimento (tocado pelas cordas) tem um caráter afirmativo, está seguindo em direção a algo até que é interrompido pelos instrumentos de sopro, mudando de direção logo em seguida. Aqui é claro o papel de cada instrumento na construção da narrativa musical, sua importância e sua identidade são levados ao máximo, eles são, em certo sentido, independentes, autônomos.
Já na sonata para piano em Lá menor K.310, a melodia é amparada pela mão esquerda do pianista, que se concentra em tocar acordes que sustentam o canto. A melodia sobressai toda a massa sonora buscando sua autonomia.
Devido ao caráter abstrato da música, por vezes é complicado entender aonde reside sua autonomia dentro do próprio discurso musical. É preciso ter em mente que cada instrumento desempenha um papel diferente na obra, é preciso saber ouvir aos diferentes temas presentes na música. Mozart talvez seja o melhor exemplo quando realizamos uma análise estabelecendo os contrastes entre as formas vigentes e suas obras mais ousadas, observar sua capacidade de ver adiante é verificar como afirmou Adorno que “na arte autônoma nada é válido que esteja aquém do nível técnico alcançado.”
Publicado por: esporos em: Abril 21, 2009
Publicado por: esporos em: Abril 11, 2009
Por Cauê Alves

Outros Continentes - de Geórgia Kyriakakis
A cartografia mais difundida no mundo é a cartografia marítima de padrão europeu, em que o norte é representado pela Estrela Polar, astro apenas visível no hemisfério norte. É dela que se derivaram os padrões de mapa mais conhecidos. Mas como a Terra é esférica, poderíamos representar o planeta com qualquer dos continentes no centro. Toda representação cartográfica pressupõem uma hierarquização entre partes inferiores e superiores, envolvendo visões geopolíticas. O trabalho de Geórgia Kyriakakis, sem qualquer pretensão de uma representação possível das relações entre os continentes, desconstrói não apenas a falsa neutralidade do mapa-múndi, mas a própria ordem que lhe estrutura. As relações entre as extensões de terra são estabelecidas a partir de alinhamentos e de aproximações imaginárias.
Na verdade, a própria definição de continente é colocada em xeque pelo seu trabalho. O que seria uma grande porção de terra cercada por água é aqui constituído por desenhos de bolhas de sabão sobre um fundo negro. O aspecto frágil e provisório da crosta terrestre é acentuado pela instabilidade característica das bolhas de sabão. As bolhas, espécie de película líquida preenchidas de ar, apenas se formam a partir de movimentos como o das ondas do mar. Não por acaso, os mapas acompanham horizontes marítimos alinhados. A linha que surge no horizonte, uma linha limite, que em última instância é circular, marca o encontro do céu com o mar.
Mas as bolhas de Outros Continentes, 2009 são antes de tudo desenho. Como já foi observado por Tadeu Chiarelli, a linha da artista sempre tendeu a se expandir para outros campos, algumas vezes tomando o espaço tridimensional. É por isso que o trabalho, embora tenha partido do desenho, foi fotografado em alta definição, impresso, laminado e adesivado, tornando-se uma espécie de híbrido entre estampa, fotografia e o próprio desenho. Não há um original e sim um desenho matriz. Mas o trabalho não é a matriz e sim a sua reprodução técnica, montada como um quebra-cabeça de peças que se encaixam.
O percurso de Geórgia Kyriakakis possui uma produção variada, com a utilização de suportes, materiais e meios dos mais diversos, mas sempre com trabalhos com relações coerentes entre si. O que não quer dizer que exista em sua produção um desenvolvimento contínuo e homogêneo. Como a artista jamais abdicou da experimentação e da descoberta, com todos os avanços e recuos necessários, não poderíamos supor que os trabalhos atuais são apenas conseqüências inevitáveis dos anteriores. Se por um lado eles podem ser relacionados, por outro são completamente distintos.
A série Continentes, 2002, de grafite sobre papel vegetal colado em fotografias, trazia uma transparência, uma espécie de membrana, análoga ao princípio da bolha. Do mesmo modo, alinhamentos horizontais já apareceram na série Estáveis, 2002, e em Helenas de óleo, 2002. Talvez até Atratores Estranhos, 1999, já tivessem uma clara relação com o presente trabalho, uma vez que linhas orgânicas e vivas surgiam entre a fuligem e o vidro. Os vazios e o jogo entre continente e conteúdo, como nessas imagens de bolhas sobre fundo negro, são recorrentes. A ausência e o oco dos seus trabalhos com fogo, como Isopor, 1997, reaparecem agora de um modo mais etéreo, com uma ênfase na superfície.
Entretanto, Outros Continentes se mostra sobre duas perspectivas diferentes: a visão de sobrevôo própria dos mapas, cuja função é a localização num todo maior; e a visão da paisagem, ponto de vista natural e espontâneo do homem sobre o mundo. É nessa segunda perspectiva que surge o horizonte e com ele uma espécie de desorientação primordial. Mas na nova e provisória configuração de continentes proposta por Geórgia Kyriakakis, o desnorteamento não poderia estar isento de uma concepção política e também irônica do mundo.

Exposição "Outros Continentes", na Galeria Raquel Arnaud
Galeria Raquel Arnaud
Rua Arthur de Azevedo, 401 – tel.: 3083-6322
Segunda a sexta: das 10h às 19h
Sábado das 12h às 16h
Publicado por: esporos em: Março 18, 2009

Alunos da Turma C em visita à "Latitudes: Mestres Latino-Americanos na Coleção FEMSA" - Instituto Tomie Ohtake.
Inaugurando a categoria “fotografias criativas e interessantes”, Belisa Proença, Catharina Strobel, Cintia Clarissa e Pedro Américo, da turma C (Cinema e Rádio e TV), visitaram a exposição “Latitudes: Mestres Latino-Americanos na Coleção FEMSA”, no instituto Tomie Ohtake.
Achei o comentário da visita excelente! O grupo fez uma análise sensível e profunda de algumas obras expostas. Vale a pena conferir o comentário e a exposição. Um único senão para o post: as obras mostradas no blog não trazem o suporte (parece ser tudo óleo sobre tela) e as dimensões dos quadros. Informação importante para que possamos concebê-la na imaginação.
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“Intempéries: O Fim do Tempo” foi a exposição escolhida por Patrizia Bandini, Renata Rezende, Natália Loureiro e Taynara Marques (Turma D) e também por Natália Vieira, Mariana Thomaz e Adriana Fernandes (Turma H). A exposição, segundo os grupos, reúne artistas que tratam das mudanças climáticas e, parece, da responsabilidade do ser humano e das consequências trágicas que, no caso, a irresponsabilidade pode provocar. Pelo que eu li nos blogs, a exposição tem aquela característica que agrada o público contemporâneo: multiplicidade de suportes com obras multi-mídia e interatividade. A exposição só vai até dia 12 de abril na Oca – Parque Ibirapuera.

Eugenio Ampudia (Espanha) "Fogo Frio", videoinstalação, 2006
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Ainda da turma D, Lauri, Pedro, Tuany e Yannis que haviam visitado o Museu de Futebol, foram à Pinacoteca do Estado. Lá, visitaram a exposição “100 anos de vida e obra de Margaret Mee”. Eu não a conhecia. Ela foi uma artista ilustradora botânica do século XX, segundo eles relatam. Seus desenhos de planta parecem ser de um perfeccionismo incrível. Essa excelência das mãos ainda provoca fascínio, mesmo considerando toda a tecnologia disponível hoje para fazermos “igual”.
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“Espanhas”, exposição que reúne 100 fotografia de Leonardo Kossoy foi visitada por Fábio Costa, Felipe Costa, Demontiei Luna e Rafael Franco. Fiquei bastante curiosa a respeito do fotógrafo. Gostaria de saber mais informações a seu respeito. Procurei no site indicado no blog – que não abriu – é necessário digitar o www. Na fotografia acima, do autor, está linkado o site. As imagens mostradas no blog são muito curiosas, mas vêm sem o título. Para ver as fotografias ao vivo, pelo jeito, vou precisar correr, pois visitando o site da exposição descobri que ela fica em cartaz apenas até o próximo dia 22.
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A exposição “Recentes da Coleção”, do MAB-FAAP recebeu novamente duas visitas. Das turmas A (Alexandre Garcia, Caio Santos e Caroline Richa) e B (Mariana Manso e Mariana Cury) – ambas de Publicidade. Os alunos comentam em geral o processo de aquisição das obras e aquelas preferidas.