Publicado por: esporos em: Março 12, 2009
Uma reflexão para comemorar os anos “vividos”:
Do filósofo Sêneca (4 a.C.? – 65 d.C.):
“1. Nenhum ser humano deixará de se espantar com a cegueira do espírito humano. Ninguém permite que sua propriedade seja invadida, e, havendo discórdia quanto aos limites, por menor que seja, os homens pegam em pedras e armas. No entanto, permitem que outros invadam suas vidas de tal modo que eles próprios conduzem seus invasores a isso. Não se encontra ninguém que queira dividir sua riqueza, mas a vida é distribuída entre muitos! São econômicos na preservação de seu patrimônio, mas desperdiçam o tempo, a única coisa que justificaria a avareza.
2. Agradar-me ia questionar qualquer um dentre os mais velhos: “Vemos que já atingiste o fim da vida, tens cem ou mais anos.
Vamos, faz o cálculo da tua existência. Conta quanto deste tempo foi tirado por um credor, uma amante, pelo poder, por um cliente. Quanto tempo foi tirado pelas brigas conjugais e por aquelas com escravos, pelo dever das idas e vindas pela cidade. Acrescenta, ainda, as doenças causadas por nossas próprias mãos e também todo o tempo disperdiçado. Verás que tens menos anos do que contas.
3. Perscruta a tua memória: quando atingiste um objetivo? Quantas vezes o dia transcorreu como o planejado? Quando usaste teu tempo contigo mesmo? Quando mantiveste uma boa aparência, o espírito tranquilo? Quantas obras fizesta para ti num período tão longo? Quantos não esbanjaram a tua vida sem que notasses o que estava perdendo? O quanto de tua existência não foi retirado pelos sofrimentos, paixões ávidas, conversas inúteis, e quão pouco te restou do que era teu? Compreenderás que morres cedo!
4. O que está em causa então? Viveste como se fosses viver para sempre, nunca te ocorreu a tua fragilidade. Não te dás conta de quanto tempo já transcorreu. Como se fosse pleno e abundante, o desperdiças e, nesse ínterim, o tempo que dedicas a alguém ou a alguma coisa talvez seja o teu último dia. Temes todas as coisas como os mortais, desejas outras tantas tal qual os imortais.
5. Ouvirás a maioria dizendo: “Aos cinquenta anos me dedicarei ao ócio. Aos sessenta, ficarei livre de todos os encargos”. Que certeza tens de que há uma vida tão longa? O que garante que as coisas se darão como dispões? Não te envergonhas de destinar para ti somente resquícios da vida e reservar para a meditação apenas a idade que já não é produtiva? Não é tarde demais para começar a viver, quando já é tempo de desistir de fazê-lo? Que tolice dos mortais a de adiar para o quinquagésimo ou sexagésimo anos as sábias decisões e, a partir daí, onde poucos chegaram, mostrar o desejo de começar a viver?”
*(Porto Alegre: LP&M, 2007)
Um dia um sabidão austríaco disse que a busca da felicidade seria incessante, e chegou a conclusão que ela está em cada simples momento da vida. E eu estou do lado dele.
Porque se planejar tanto, poupar-se tanto?
Viva o acaso, vai saber se agora não será seu divisor de águas. Acho que devemos ser otimistas, que para cada momento algo bom está guardado, toda situação ruim terá seu lado bom; o copo está sempre meio cheio!
Carpe diem mesmo, com força, com toda a intensidade.
Seja um entusiasta da vida, porque assim você terá paz para dizer que viveu bem sem arrependimentos.
Vai saber se o amor da sua vida será sua maior credora?!
A vida pode ser melhor se quisermos vê-la pela janela melhor.
Dila, sorria. Você ensina sim, e todos aprendem por menos que seja, nem que não aprendam estética ou a utlidade de refletir sobre a filosofia que estuda a arte, mas com certeza aprenderâo a sorrir, que a franqueza e simpatia valem a pena e que devemos acreditar no
que tenhamos nossa própria opnião sempre, nem que seja pra contrariar a professora só porque ela é corintiana!
Salve a vida agora.
bj
1 | juliana alegria
Março 13, 2009 às 1:36 am
Que lindo Edila, este texto veio em um dia perfeito para mim, caiu como uma luva. Muitas coisas no dia-a-dia nos fazem perder tempo e desgastam nossas forças, realmente é preciso, e devemos saber aproveitar cada instante como se fosse o último.
Questionar quais são os princípios que fundamentão nossas vidas. Valeu!