Comentários sobre os textos das exposições

Por Guilherme Gil de Oliveira Melo - Monitor da disciplina Estética da FACOM     

 Dissertando acerca da exposição do artista multimídia Gordon Matta-Clark, que ficou em cartaz no MAM-SP até o mês de abril, a aluna Carolina Althaller (da turma H) consegue promover uma reflexão mais profunda a respeito de sua obra e da problemática social na qual está inserido, tudo dentro de uma linguagem breve, concisa e esclarecedora.

Uma das obras presentes na exposição

      A partir de sua análise, temos noção do cerne das questões envolventes do trabalho de Matta-Clark, um dos nomes de proa da arte contemporânea, que giram em torno da discussão sobre o espaço e o próprio processo construtor do trabalho artístico, em um procedimento convidativo da participação/intervenção por parte do público, o agente receptor. 

O link para o texto pode ser encontrado aqui.

Comentários sobre os textos das exposições

         Por Guilherme Gil de Oliveira Melo - Monitor da disciplina Estética da FACOM 

 Dentro da atividade de relatos a visitações artísticas proposta pela disciplina de Estética, trabalhos que fogem a um padrão mais convencional e conseguem, com efeito, um aprofundamento diferenciado que decorre, justamente, dessa busca por outros registros merecem uma menção especial. 

          Isso ocorre no caso da aluna Gisela Barreira Marcondes, da turma B, que, no relato a respeito da exposição Romantismo: A Arte do Entusiasmo, no MASP (que ficou em cartaz até 8 de maio), sai-se muito bem ao usar de maneira adequada o procedimento de enumeração exemplificativa das obras vistas, o que demarca uma espécie de evolução cronológica da Escola Romântica. Ela consegue transmitir com sutileza as impressões e os efeitos propiciados pelos quadro. Além disso, notam-se, em seu processo elaborativo, concisão e poder de síntese. 

Quadro de Degas, Quatro Bailarinas em Cena, presente na exposição visitada

 


 

           O texto completo pode ser encontrado aqui.

Comentários sobre as exposições

Por Guilherme Gil de Oliveira Melo - Monitor da disciplina Estética da FACOM

Alguns exemplares do ciclo dos textos referentes às visitações de museus podem nos revelar dados instigantes, seja pelo diferenciado ângulo demonstrado no relato, seja pela sutileza empregada dentro da análise proposta, o que acaba enriquecendo, pois, os parâmetros da reflexão estética presente no curso.

Nisso, saliento, por hora, duas das atividades que se destacaram, curiosamente realizadas em viagens de turismo (portanto exposições não encontradas atualmente na cidade de São Paulo): a de Wilson Dias, pela Turma D, que descreve uma exposição de René Magritte em Montevidéu, Uruguai, dentro do Museu Ralli, consegue lançar, de maneira profunda e mesmo razoavelmente complexa, seu olhar sobre as próprias condições geográficas que animam um contexto cultural (no caso, o de uma cidade da América Latina) ao mesmo tempo em que igualmente elenca e desenvolve as condições históricas e estéticas presentes no modo de elaboração formal de um artista. O texto está presente aqui.

Obra de Mario Rivera presente no Museu Ralli

Já pela Turma C, o aluno Rafael Farina, ao descrever a exposição do fotógrafo Claudio Carpi no MAM-RIO (denominada Almas Cinematográficas), demonstrou um pensamento norteador bastante interessante ao refletir acerca da própria questão fotográfico-imagética a partir da obra do autor. São combinadas, no raciocínio, afirmações mais profundas sobre a arte com informações pontuais e exemplos de trabalhos verificados, levando a observação para um terreno até mesmo semiótico. O texto integral pode ser encontrado aqui.

Registro de Burle Marx (1994), presente na exposição

Outros relatos de destaque serão comentados nos próximos posts.

O Inferno De Henri-Georges Clouzot

Em 1964, o cineasta francês Henri-Georges Clouzot começa a filmar O Inferno, um projeto original e enigmático de grande orçamento, drama sobre as alucinações de um gerente de hotel na Provença enlouquecido de ciúmes pela esposa. Estrelando Romy Schneider e Serge Reggiani, o filme era destinado a ser um grande evento em seu lançamento. Porém, após três semanas de filmagens delirantes, o projeto foi interrompido, e as imagens já feitas permaneceram inéditas por mais de 40 anos. Os diretores Serge Bromberg e Ruxandra Medrea recuperam essas imagens e contam a história desse projeto interrompido, uma magnífica tragédia à frente e por trás das câmeras. (Sinopse do filme segundo o site do cinema Reserva Cultural)