“‘Existe uma menina em mim que se recusa a morrer”, escreveu a autora dinamarquesa Tove Ditlevsen.
Eu vivo, me alegro, sofro, e estou sempre lutando para me tornar adulta. Mas todos os dias, porque alguma coisa que eu faço a afeta, ouço a voz da menina, lá dentro de mim. Ela, que há tantos anos era eu. Ou quem eu pensava que fosse.”
Liv Ullman, Mutações. São Paulo: Cosac, 2008.
A grandeza de Liv Ullman se revelou hoje em sua palestra na Faap na recusa à idolatria, na afirmação da “pessoa comum” que somos todos nós. Depois disso, comecei a ler o seu livro – narrativa sobre os seus personagens todos, “reais” e fictícios – com o maior interesse. E aí encontrei essa frase. Que queria que fosse minha. Que bem poderia ser minha. Que talvez seja de um monte de nós.